Direto da redação
O nível do rio Paraná registrou um aumento expressivo na medição feita na Ponte da Amizade nesta segunda-feira. A marca atingiu 115,39 metros na região da divisa natural entre o Brasil e o Paraguai. O volume de água subiu rapidamente em relação aos 110,50 metros observados no dia anterior. A alta repentina levou a Itaipu Binacional a emitir alertas formais para as comunidades locais.
A estatal hidroelétrica informou que há previsão de impactos diretos em estruturas e moradias brasileiras. As equipes da Defesa Civil municipal e estadual já foram notificadas para acompanhar as áreas de risco. Os órgãos operacionais monitoram os pontos vulneráveis ao longo do leito do rio na fronteira. A intenção é agir preventivamente para evitar tragédias e prejuízos materiais graves entre os moradores.
Assistência e remoção de famílias continuam intensificadas no bairro paraguaio de San Rafael
No lado paraguaio da fronteira, a assistência social de Itaipu atua em conjunto com forças armadas locais. As equipes contam com o apoio da Marinha Nacional e voluntários da comunidade afetada em Ciudad del Este. As ações de remoção de moradores e de seus pertences foram intensificadas nas áreas inundadas. A expectativa das autoridades é retirar dezenas de famílias instaladas na região baixa de San Rafael.
Os cálculos de vazão e nível dos rios foram atualizados pela Divisão de Estudos Hidrológicos. Os dados consideram o volume expressivo de chuvas acumulado nas últimas vinte e quatro horas. A precipitação sobre as bacias hidrográficas contribuiu diretamente para o aumento expressivo do rio Paraná. Os técnicos da diretoria técnica da usina mantêm o acompanhamento contínuo dos volumes afluentes.
Itaipu Binacional e órgãos estaduais mantêm o monitoramento das áreas afetadas pela cheia
A empresa é gerida conjuntamente pela brasileira ENBPar e pela paraguaia Administración Nacional de Electricidad. Ambas as estruturas governamentais atuam alinhadas na resposta aos impactos causados pela cheia do rio. Os relatórios de monitoramento das barragens continuam sendo enviados aos órgãos de proteção comunitária.
