Direto da redação
Um estudo elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades revelou que Curitiba apresenta um dos deslocamentos mais ágeis no transporte público nacional. Segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), os passageiros da capital paranaense levam em média 49 minutos por viagem. O índice é 13 minutos inferior (21% mais rápido) à média das regiões metropolitanas brasileiras, que ficou fixada em 62,7 minutos.
Considerando o conjunto formado pelos municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o tempo médio registrado alcança 51,9 minutos, posicionando o arranjo populacional no grupo dos seis melhores desempenhos do País. O levantamento nacional analisou 21 regiões metropolitanas e apontou que as zonas centrais curitibanas apresentam os menores tempos operacionais, enquanto os pontos periféricos demandam rotas mais longas.
Planejamento e infraestrutura de canaletas garantem agilidade no BRT
O levantamento do BNDES destacou Curitiba como um exemplo consolidado de planejamento urbano, impulsionado pelo modelo tronco-alimentado e pelas canaletas exclusivas de tráfego. Com 79,57 quilômetros de vias dedicadas ao transporte de média e alta capacidade, a infraestrutura do Bus Rapid Transit (BRT) protege as linhas Expressas e Ligeirões dos congestionamentos viários. Esse sistema exclusivo atende cerca de 65% dos usuários diários do transporte público da capital.
Em termos de inovação operacional, a cidade avançou com a implantação do Ligeirão Norte/Sul, que reduziu o tempo de viagem entre o Santa Cândida e o Pinheirinho em 15 minutos. Além das melhorias nas vias físicas, a expansão da integração temporal permite ao passageiro realizar a troca de ônibus fora dos terminais sem pagar nova tarifa, conferindo maior dinamismo ao fluxo de viagens.
Estabilidade financeira e metas de sustentabilidade ganham destaque
No eixo econômico, Curitiba obteve nota máxima no indicador de financiamento e garantias operacionais entre as capitais avaliadas no estudo. A cidade foi apontada como a única metrópole do País dotada de um fundo estruturado com mecanismo de recomposição automática de recursos, gerenciado pelo Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC). Essa arquitetura garante sustentabilidade fiscal para novos investimentos e previsibilidade contratual.
