Direto da redação
O Zoológico Municipal de Curitiba ganhou um reforço de peso para suas ações de preservação ambiental. A fêmea de mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) batizada de Teca desembarcou na capital na noite de sexta-feira (22). Vinda da Bahia, em Salvador, a nova moradora vai integrar o programa oficial de conservação da espécie, que atualmente está classificada na categoria “em perigo” de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Teca está cumprindo um período de quarentena e adaptação no setor técnico do Passeio Público, no Centro. O maior desafio inicial da jovem primata, nascida em 2024, tem sido a mudança brusca de clima. Acostumada com as altas temperaturas do Nordeste, ela está recebendo um cuidado especial dos biólogos e veterinários de Curitiba, que instalaram aquecedores elétricos em seu ambiente.
Parceria aérea e “casamento” planejado para preservar o DNA
A vinda de Teca para a capital paranaense foi viabilizada sem custos de transporte por meio do programa Avião Solidário, da companhia aérea Latam. A operação logística integrada, coordenada pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) junto ao ICMBio, reduziu em mais de 24 horas o tempo de viagem que seria gasto por via terrestre, minimizando o estresse do animal e garantindo sua integridade física.
Zoo de Curitiba atua na proteção de 19 espécies ameaçadas
O Zoológico de Curitiba é uma referência nacional em ecologia aplicada e proteção à fauna. Atualmente, a instituição participa de 19 programas oficiais brasileiros para a reprodução de animais que correm o risco de desaparecer da natureza. O plantel do zoológico abriga mais de 1,8 mil animais distribuídos em 165 recintos no Alto Boqueirão, uma área verde de 589 mil metros quadrados.
Mais de 70% dos animais que vivem sob os cuidados do Zoo de Curitiba foram resgatados de situações de maus-tratos, tráfico ilegal, cativeiro irregular ou acidentes causados pela intervenção humana. Sem condições físicas ou comportamentais de retornar à vida selvagem, eles são recebidos pelo Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs) e ganham abrigo permanente na capital.
