Direto da redação
O mercado financeiro brasileiro viveu uma quinta-feira (7) de forte aversão ao risco, marcada pela volatilidade e pelo pessimismo nos pregões globais. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia com uma queda expressiva de 2,38%, situando-se nos 183.218 pontos. Este é o menor patamar registrado desde o fim de março, refletindo a preocupação dos investidores com o setor de energia e os lucros das grandes empresas.
O movimento de queda foi puxado principalmente pelo recuo nos preços do petróleo no mercado internacional. A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper os conflitos no Oriente Médio aliviou os temores sobre o abastecimento global, derrubando o valor do barril. Como consequência, as ações da Petrobras e de outras petroleiras, que possuem peso relevante no índice, sofreram perdas significativas.
Dólar oscila entre diplomacia e cautela no Estreito de Ormuz
A moeda estadunidense fechou com uma leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. Pela manhã, a divisa chegou a atingir a mínima de R$ 4,89, reagindo à possibilidade de paz no Oriente Médio. Entretanto, a tarde foi de volatilidade após notícias contraditórias sobre a retomada de escoltas navais dos EUA no Estreito de Ormuz, o que reacendeu o receio de novas tensões.
Apesar da leve alta no dia, o real segue valorizado frente à moeda americana no acumulado de 2026, apresentando uma valorização de 10,31%. Investidores também mantiveram os olhos voltados para Washington, onde o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump foi classificado como produtivo.
Petróleo Brent fecha no limite dos US$ 100
Os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia em queda, mas recuperaram parte das perdas após o fechamento do mercado brasileiro. Enquanto o Irã afirma que ainda avalia as propostas de paz, o controle rigoroso sobre as embarcações em Ormuz mantém o mercado em alerta máximo para qualquer interrupção no fluxo de energia.
