Direto da redação
Mesmo diante de um dia de liquidez reduzida globalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), voltou a fechar acima do patamar dos 174 mil pontos pela primeira vez em um mês. No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanhou o movimento de alívio técnico, recuou de forma consistente e retornou ao nível de R$ 5,16, favorecido pelo maior apetite por risco em ativos emergentes.
Sem a referência dos investidores norte-americanos nas mesas de operação, o giro financeiro total da B3 somou R$ 12,6 bilhões, um montante significativamente abaixo da média diária histórica da praça paulista. Apesar do menor volume de negócios, o Ibovespa encerrou a sessão com alta de 0,74%, cotado aos 174.070,27 pontos, atingindo o seu maior fechamento nominal desde o início de junho.
Queda na produção industrial do IBGE sinaliza corte na taxa Selic
O grande gatilho para a performance positiva das ações brasileiras veio da divulgação de indicadores macroeconômicos internos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial nacional recuou 0,2% no mês de maio em relação ao mês de abril, vindo abaixo do teto das projeções desenhadas pelos analistas privados.
A perspectiva do início de um ciclo de flexibilização monetária provocou um fechamento generalizado na curva de juros futuros. Esse movimento beneficiou diretamente as ações de empresas varejistas, construtoras e companhias de tecnologia, que são historicamente mais sensíveis ao custo do crédito e dependem de juros baixos para expandir suas margens corporativas.
Declarações do Ministério da Fazenda acalmam o mercado de títulos
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,168, o que representou uma queda diária de 0,76% (recuo de R$ 0,04). A desvalorização da moeda americana limpou praticamente toda a alta que havia sido acumulada na semana. Além do cenário interno, o real também se beneficiou dos dados fracos do mercado de trabalho norte-americano divulgados na véspera, que reduziram os temores globais de uma postura ainda mais rígida e restritiva por parte do Federal Reserve (Fed).
