Direto da redação
O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira (30) em queda de 0,93%, cotado a R$ 5,061, atingindo o menor valor de fechamento dos últimos dois meses no Brasil. O recuo da moeda estadunidense foi influenciado pela divulgação de dados da inflação norte-americana e pelo ingresso contínuo de dólares de investidores estrangeiros. No mercado de ações, o índice Ibovespa acompanhou o otimismo externo e avançou 1,88%, fechando aos 177.158 pontos.
O resultado do núcleo do índice PCE nos Estados Unidos, que subiu apenas 0,1% em junho, ficou abaixo das projeções do mercado financeiro e fortaleceu as apostas em relação ao Banco Central norte-americano. Com a perspectiva de uma postura menos rígida do Federal Reserve sobre a taxa de juros, o capital internacional migrou para mercados emergentes, resultando na desvalorização do dólar frente ao real.
Ibovespa acompanha bolsas globais e recupera perdas recentes
O ambiente de maior apetite ao risco nas bolsas internacionais impulsionou as negociações na B3, que recuperou as perdas do dia anterior. No cenário externo, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq registraram altas expressivas, embalados pelo setor de tecnologia. No mercado interno, a perspectiva de continuidade nos cortes da taxa Selic favoreceu papéis de grande peso no índice, com destaque positivo para os setores bancário, de mineração e petroleiro.
Além das métricas de inflação nos Estados Unidos, o fluxo de dólares no País foi ampliado pelas compras de ações de grandes companhias brasileiras por fundos internacionais. No exterior, o índice DXY, que mensura o desempenho da divisa norte-americana frente a uma cesta de moedas fortes, também registrou queda de 0,93%, puxado pela valorização acentuada do iene japonês durante a sessão.
Cotações do petróleo recuam com redução de prêmio de risco
Os preços internacionais do petróleo fecharam o dia em território negativo, devolvendo parte dos ganhos acumulados na sessão anterior. O barril do tipo Brent recuou 1,37%, negociado a US$ 86,88, enquanto o WTI do Texas caiu 1,03%, cotado a US$ 83,59. A retração ocorreu após os investidores reduzirem a percepção de risco imediato no Oriente Médio, avaliando que os fluxos de abastecimento permanecem operacionais.
