Direto da redação
O setor automotivo nacional registrou um crescimento de 10,17% no emplacamento de veículos em julho. O resultado representa o terceiro melhor mês de julho de toda a história das vendas no país. Ao todo, foram comercializadas mais de quinhentas mil unidades entre carros, caminhões, ônibus e motocicletas. O avanço foi impulsionado pela alta demanda de renovação de frota e pela concorrência entre as marcas.
No segmento de automóveis e comerciais leves, o crescimento atingiu a marca de 15,54% na comparação anual. O desempenho positivo é atribuído principalmente ao impacto direto do programa federal Carro Sustentável. A medida concedeu a redução das alíquotas do IPI para os veículos mais leves e eficientes. Os modelos beneficiados pelo programa registraram um aumento de quase 30% nas vendas após a medida. A busca por modelos mais econômicos continua aquecendo o varejo automotivo em todo o território nacional.
Programas governamentais estimulam setor de transporte
O mercado de caminhões também apresentou uma importante recuperação em julho após uma sequência contínua de quedas. O segmento registrou alta de 18,89% em relação ao mês anterior e superou o mesmo período passado. Essa reação no transporte de carga foi impulsionada diretamente pelas etapas iniciais do Programa Move Brasil. O setor é diretamente atrelado ao desempenho do PIB, da indústria e do agronegócio brasileiro.
Já o setor de ônibus teve uma leve reação mensal de 4,26%, mas ainda acumula queda no ano. A retração anual é reflexo direto da escassez de incentivos governamentais voltados para o transporte de passageiros. Contudo, a liberação de R$ 2 bilhões em crédito ajudou a desacelerar a redução das vendas recentes. A inclusão de novos recursos pelo Move Brasil permitiu uma recuperação gradual do segmento no segundo trimestre.
Projeções positivas e mercado de motocicletas em alta
O setor de motocicletas manteve a trajetória de alta contínua com avanço tanto mensal quanto no comparativo anual. Diante do cenário favorável, a Fenabrave manteve suas estimativas de crescimento para o encerramento do ano. A projeção oficial indica uma alta aproximada de 8,6% no volume total de emplacamentos em todo o Brasil. Esse percentual deve representar mais de 5,3 milhões de veículos novos comercializados até o fim do ciclo.
