O influenciador digital e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, recebeu alta do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, após mais de 20 dias internado. O criador de conteúdo passou a receber assistência de cuidados paliativos no ambiente residencial, onde o térreo de sua casa foi adaptado com equipamentos e equipe de enfermagem 24 horas por dia. Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurológica rara, degenerativa e sem cura, provocada por proteínas anormais chamadas príons.
Alívio do sofrimento, controle de sintomas e permanência da busca por alternativas
A transição para os cuidados paliativos gerou dúvidas no público sobre o estágio da doença, mas especialistas ressaltam que a abordagem não significa o fim dos tratamentos ou a interrupção da assistência médica. O modelo paliativo visa ao manejo e controle rigoroso de sintomas físicos — como dores, fadiga, náuseas e dificuldades motoras —, além de oferecer suporte psicológico e social ao paciente e aos familiares. A família de Lito segue em busca de terapias experimentais, incluindo tratamentos em estudo nos Estados Unidos intermediados pelo Ministério da Saúde.
Paliativistas apontam que o acompanhamento precoce é fundamental para construir vínculos, humanizar o atendimento e permitir que as decisões respeitem a vontade do paciente. O preconceito com o termo “paliativo” costuma estar associado erroneamente à desistência, o que muitas vezes adia o acesso a uma rotina de cuidados integrais e de manutenção da qualidade de vida.
Características da doença de Creutzfeldt-Jakob e progressão degenerativa
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição rara que atinge o sistema nervoso central, provocando a destruição progressiva dos neurônios e deixando o cérebro com um aspecto espongiforme (com pequenos buracos). Os primeiros sintomas geralmente incluem falhas de memória, tremores e alterações comportamentais, evoluindo para o comprometimento motor. No Brasil, foram registrados 547 casos confirmados da enfermidade entre 2005 e 2021, segundo dados do Ministério da Saúde.
Como não existem terapias aprovadas no mundo capazes de reverter a evolução dos príons, a conduta médica recomendada foca na preservação do conforto, no alívio de dores e na manutenção da dignidade durante todo o transcorrer da enfermidade. Para acompanhar matérias sobre saúde, influenciadores, aviação, cuidados paliativos, Lito Sousa e notícias do Brasil, continue no portal.
