Direto da redação
As agressões ocorreram no interior da residência da família e foram marcadas por extrema violência. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), o bebê só sobreviveu graças à rapidez do atendimento médico logo após o espancamento. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses da promotoria, reconhecendo a qualificadora de motivo fútil e aplicando o aumento de pena previsto para crimes contra vítimas menores de 14 anos.
Sequelas permanentes e impacto na comunidade
A promotora de Justiça Cláudia Tonetti Biazus, disse que o bebê sofre com sequelas que provavelmente serão permanentes, exigindo acompanhamento médico especializado até os dias atuais. “O julgamento veio como resposta a um ato bárbaro contra um bebê que encontrou naquele que deveria ser seu porto seguro o seu maior carrasco”, destacou o MPPR em nota.
O caso provocou grande comoção em Corbélia e região desde a época da prisão do acusado, então com 28 anos. A condenação é vista pelas autoridades como um marco no combate à violência doméstica e infantil no Oeste do estado. O Portal PRMais destaca que o rigor da pena reflete a gravidade da violação do dever de proteção que o pai detinha sobre o recém-nascido.
Próximos passos judiciais
Com a sentença proferida, o condenado permanecerá detido na unidade prisional onde já se encontrava. A defesa ainda pode apresentar recursos em instâncias superiores para tentar a revisão da dosimetria da pena, mas a execução imediata foi mantida pelo juiz presidente do Tribunal do Júri. O sistema penitenciário do Paraná deve agora providenciar a transferência do detento para uma unidade adequada ao cumprimento da pena em regime fechado.
