Um violento ataque por arma de fogo quebrou a tranquilidade do início de tarde dos moradores da região Norte da capital paranaense, deixando um rastro de sangue, feridos e mobilizando forte aparato policial. Um homem identificado como David, popularmente conhecido pela alcunha de “Zoinho”, foi executado a tiros no início da tarde deste domingo (12). O crime de homicídio aconteceu na Rua Thereza Lopes Skroski, localizada no perímetro urbano do bairro Santa Cândida, em Curitiba, logo após a vítima utilizar o serviço de transporte por aplicativo.
Ataque a queima-roupa em condomínio
Relatórios preliminares emitidos pelo comando da Polícia Militar do Paraná (PMPR) apontam que David estava acompanhado de sua mãe no interior do veículo de transporte de passageiros. Assim que o automóvel encostou nas adjacências de um condomínio residencial para o desembarque, um indivíduo desconhecido se aproximou rapidamente a pé da janela do veículo. Portando uma arma de fogo, o criminoso efetuou uma sequência de disparos em direção ao interior do habitáculo, alvejando fatalmente o alvo principal.
O atirador não poupou os demais ocupantes do veículo durante a ação coordenada. David foi atingido em regiões vitais por múltiplos projéteis e entrou em óbito na calçada antes mesmo da chegada das equipes de socorro médico e resgate tático. De acordo com o depoimento técnico do tenente Frankenberg, oficial da Polícia Militar que coordenou o isolamento do perímetro, a mãe da vítima foi atingida por um disparo no braço. Ela foi estabilizada e encaminhada em estado lúcido ao Hospital Universitário Cajuru, sem risco de morte.
Motorista ferido e histórico de atentado
O condutor do veículo de aplicativo cuja identidade foi preservada por motivos de segurança institucional acabou sofrendo ferimentos leves decorrentes de estilhaços e da dinâmica dos disparos. O trabalhador foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região para passar por exames médicos de rotina. As checagens no banco de dados da polícia revelaram que David já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio idêntica em outubro de 2025.
O isolamento tático da cena do crime foi mantido até a chegada dos peritos criminais e dos investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Paraná. O corpo da vítima foi oficialmente recolhido e transportado para a sede da Polícia Científica de Curitiba para os exames de necropsia. As linhas investigativas da DHPP agora trabalham no monitoramento de câmeras de segurança da Rua Thereza Lopes Skroski para traçar a rota de fuga do executor a pé e desvendar se a motivação está atrelada ao acerto de contas do ano passado.
