Direto da redação
O governo federal enviou ao Congresso o projeto da LDO de 2027 com novas projeções econômicas. O texto prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.717, um aumento de 5,9% sobre o valor atual. Essa correção segue a política de valorização que soma a inflação ao crescimento do PIB. Daí que o bolso do trabalhador deve sentir um fôlego extra daqui a três anos.
Metas fiscais e superávit
A meta do governo é fechar 2027 com um superávit primário de 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões. Isso significa que a União quer arrecadar mais do que gasta, sem contar os juros da dívida. Existe uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. O objetivo é manter as contas em dia e passar confiança para o mercado.
Regras de gastos e gatilhos
Pelo novo arcabouço fiscal, os gastos públicos não podem crescer mais que 2,5% acima da inflação. O limite total de despesas para 2027 ficou travado em R$ 2,54 trilhões. Se as contas apertarem, o governo aciona gatilhos que barram a criação de novos benefícios tributários. Piá, o controle é rígido para evitar que a dívida pública saia dos trilhos.
O projeto também traz números para o crescimento do país e o controle dos preços. A estimativa é que o PIB cresça 2,56% e a inflação fique na casa dos 3,04%. Já a taxa Selic deve acumular 10,55% ao ano no período. Esses parâmetros ajudam o governo a calcular quanto vai receber de impostos e quanto pode investir.
Precatórios e pessoal
Sobre os precatórios, que são dívidas judiciais, o governo vai incluir quase 40% do total na meta fiscal. Isso deixa R$ 57,8 bilhões fora do cálculo, o mesmo valor que foi excluído neste ano. Nas despesas com pessoal, o aumento salarial de servidores não poderá passar de 0,6% acima da inflação. O texto agora segue para análise de deputados e senadores em Brasília.
