Direto da redação
O governo federal anunciou oficialmente o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar para o ciclo de 2026/2027, injetando o montante recorde de noventa e sete bilhões e trezentos milhões de reais no setor. O volume financeiro será distribuído entre programas de crédito rural, seguro agrícola, compras públicas e assistência técnica de campo. Desse total, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) vai absorver o valor de oitenta e cinco bilhões e duzentos milhões de reais.
A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, destacou que o programa atingiu a marca histórica de dois milhões e quatrocentos mil agricultores beneficiados no país. O grande diferencial deste novo plano é a redução drástica nas taxas de juros aplicadas para a produção de alimentos da cesta básica. O financiamento para itens como arroz, feijão, mandioca, frutas e leite caiu de 3% para apenas 2% ao ano.
Microcrédito e incentivos para mulheres e jovens rurais são ampliados
No âmbito do Pronaf B, voltado ao microcrédito produtivo rural, o limite de financiamento por unidade familiar foi ampliado de cinquenta e três mil para setenta e quatro mil reais. O limite de renda anual das famílias para acessar a linha de crédito também saltou de cinquenta mil para sessenta mil reais. O governo federal introduziu novidades importantes para o público de mulheres rurais, reduzindo os juros do Pronaf Investimento para 2% ao ano.
O pacote governamental também contempla melhorias nas condições de moradia e infraestrutura para as famílias que residem nas pequenas propriedades agrícolas. O Plano Safra liberou o limite de dez mil reais para reformas residenciais e instalações sanitárias com juros subsidiados de 0,5% ao ano. Para o financiamento habitacional de imóveis rurais, a taxa anual caiu de 8% para 5% aos produtores com renda de até cento e cinquenta mil reais.
Maquinários agrícolas ganham juros reduzidos para modernizar o plantio
Os pequenos produtores rurais paranaenses poderão modernizar suas propriedades com a compra de máquinas agrícolas pagando taxas de juros menores. Os índices caíram de 2,5% para 1,5% ao ano, enquanto o limite de financiamento para esses equipamentos subiu para cento e vinte mil reais. Investimentos estruturais em sistemas de irrigação, tanques de resfriamento de leite e conectividade digital no campo também receberam juros reduzidos de 2% ao ano.
