Direto da redação
O Fundo Monetário Internacional projetou que a economia brasileira perderá ritmo de crescimento no próximo ano. Segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial, o Produto Interno Bruto do país deverá avançar 2,2% este ano e 1,9% em 2027. Os números representam revisões para baixo em relação às estimativas divulgadas pela entidade sediada em Washington no mês de julho.
A entidade internacional destacou que a política monetária restritiva adotada pelo Banco Central busca reconduzir a inflação para a meta. O relatório aponta ainda uma tendência de queda na inflação oficial, projetada em 4,4% este ano e 4,1% em 2027. Em contrapartida, o mercado de trabalho deve sofrer um desaquecimento gradual com o avanço da taxa de desemprego.
Projeções do Fundo Monetário superam estimativas dos analistas do mercado financeiro local
Apesar do tom cauteloso, os números apresentados pelo FMI são mais otimistas do que as projeções do mercado financeiro nacional. Os dados do Boletim Focus do Banco Central indicam crescimento de 1,85% para este ano e 1,4% no ano seguinte. Os analistas do setor privado projetam uma desaceleração ainda mais pronunciada devido ao endividamento das famílias e aos juros altos.
No cenário internacional, o Fundo prevê uma expansão global de 3,4% este ano e 3,6% no próximo período analítico. A economia mundial demonstra resiliência mesmo sob a pressão do aumento dos preços de energia e alimentos no mercado. Contudo, os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia mantêm o ambiente de incertezas e riscos para o comércio internacional.
Especialistas preveem necessidade de ajuste fiscal e alertam para impactos no agronegócio
Economistas apontam que a perda de impulso da atividade econômica brasileira se consolidará na segunda metade do ano. A redução dos estímulos eleitorais e a política de juros altos devem frear o ritmo de investimentos privados no país. Além disso, o setor do agronegócio pode registrar retração no próximo ciclo devido aos efeitos de fenômenos climáticos adversos.
