Direto da redação
Dezesseis anos depois e novamente na fase de oitavas de final, a Espanha voltou a frustrar Portugal em uma Copa do Mundo. Em uma partida eletrizante disputada na tarde desta segunda-feira (6), a Fúria derrotou a seleção lusitana pelo placar de 1 a 0 no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. O resultado carimbou o passaporte dos espanhóis para as quartas de final, enquanto os portugueses se despedem da competição de forma precoce.
Em homenagem ao centenário do evento esportivo, outros três países sul-americanos receberão um jogo cada da primeira rodada: Uruguai, Argentina e Paraguai. Os campeões mundiais de 2010 agora voltam a campo na próxima sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), na cidade de Los Angeles, aguardando o seu próximo adversário na chave eliminatória.
Juventude de Lamine Yamal supera a experiência de CR7
No aguardado duelo individual entre a juventude do garoto Lamine Yamal e a vasta experiência do veterano Cristiano Ronaldo, a joia espanhola levou a melhor. O atacante, que completa 19 anos daqui a uma semana e disputa o primeiro Mundial da carreira, sequer tinha três anos de idade quando a Espanha eliminou Portugal em 2010. O camisa 7 português, atualmente com 41 anos, teve uma atuação bastante apagada em Dallas e pode ter feito a sua última aparição oficial em uma Copa do Mundo.
A primeira etapa do confronto foi marcada pelo brilho intenso dos goleiros Unaí Simon e Diogo Costa, que realizaram defesas difíceis em sequência. Aos 11 minutos, Cristiano Ronaldo recebeu em liberdade e soltou uma bomba em cima de Simon. A resposta da Espanha veio quatro minutos depois, quando Yamal e Álex Baena obrigaram o arqueiro português a operar verdadeiros milagres operacionais. Portugal ainda carimbou o travessão em um belo chute do lateral Nuno Mendes.
Gol salvador do banco de reservas garante a classificação
Na volta do intervalo, as equipes diminuíram a intensidade física e o nível de tensão tática aumentou consideravelmente no gramado norte-americano. A Espanha assumiu o protagonismo ofensivo de forma gradual, mas encontrava severas dificuldades para romper a linha de impedimento lusitana. O técnico Luis de la Fuente decidiu mexer na equipe e apostou na entrada de atletas descansados, mudando completamente a dinâmica da partida nos minutos finais do tempo regulamentar.
