Direto da redação
O estado registrou uma redução drástica de 83,5% no número de internamentos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrentes do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de até dois anos. O impacto positivo foi consolidado ao comparar o acumulado epidemiológico até a semana 19 entre os anos de 2025 e 2026.
A proteção biológica começa ainda no útero. Administrada a partir da 28ª semana de gestação em dose única, a vacina transfere os anticorpos da mãe diretamente para o feto. Essa “barreira invisível” garante que o recém-nascido já chegue ao mundo imunizado contra formas graves de doenças sazonais severas, como a bronquiolite e a pneumonia, justamente na fase em que o sistema imunológico do bebê está mais indefeso.
Radiografia dos Dados: O recuo das hospitalizações por faixa etária
A queda nos indicadores epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta um alívio expressivo na rede hospitalar paranaense, que historicamente sofria com a superlotação de leitos de enfermaria e UTI pediátrica nos meses de outono e inverno.
Até este mês de maio, o monitoramento oficial da Sesa já contabiliza 47.213 aplicações do imunizante em grávidas, o que fez o Paraná atingir a expressiva marca de 87,12% de cobertura vacinal para esse público-alvo. “Conseguimos desocupar leitos hospitalares e, principalmente, proteger as nossas crianças contra um agente infeccioso que historicamente castiga os bebês”, avaliou o secretário de Saúde, César Neves.
Retaguarda de peso: Anticorpo monoclonal protege grupos de risco
Para consolidar essa rede de proteção, a gestão estadual acionou uma segunda frente de combate focada nos perfis de maior vulnerabilidade biológica: a oferta do nirsevimabe. Diferente de uma vacina convencional, o medicamento é um anticorpo monoclonal de ação imediata que fornece imunidade direta assim que é injetado.
