Direto da redação
A aplicação da inteligência artificial nas ações de segurança pública permitiu agilizar a obtenção de informações no Paraná. Dados que antes exigiam meses de investigação agora são processados em minutos pelas equipes da Polícia Civil e Militar. Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a ferramenta auxiliou na solução de 1.885 casos.
Em oito meses de operação contínua, o sistema inteligente contribuiu diretamente para a realização de 1.300 prisões no estado. A tecnologia de monitoramento também viabilizou a localização e recuperação de 557 veículos com alerta de furto ou roubo. A rede conta atualmente com 972 câmeras de alta precisão distribuídas por centros urbanos, rodovias, Litoral e regiões de fronteira.
Busca por linguagem natural e alertas em tempo real
A plataforma tecnológica diferencia-se pela capacidade de realizar buscas detalhadas a partir do uso de linguagem natural. Os policiais podem pesquisar suspeitos e veículos utilizando descrições presentes em boletins, como roupas, marcas e adesivos. O sistema também identifica padrões de movimentação suspeita, como automóveis que realizam trajetos repetitivos em determinada área.
Entre as ocorrências resolvidas com auxílio das câmeras, destaca-se a prisão de um suspeito de roubo de cargas em Pontal do Paraná. Em Maringá, a inteligência artificial reconheceu a mochila e a motocicleta utilizadas por um indivíduo investigado por furto. No município de Umuarama, o rastreamento continuado de um veículo vindo de Guaíra resultou na apreensão de 269 quilos de maconha.
Integração com guardas municipais e expansão do programa
A cobertura do programa Olho Vivo abrange as regiões Norte, Noroeste, Oeste, Centro-Oeste, Campos Gerais e Região Metropolitana. A próxima etapa do projeto prevê a ampliação do compartilhamento de dados com as guardas municipais de diversas cidades. A integração será viabilizada por meio de um aplicativo oficial desenvolvido para agilizar a troca de informações em tempo real.
