Direto da redação
O prazo legal para o envio da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 foi encerrado oficialmente na noite desta sexta-feira. O volume total de restituições atingiu a marca recorde de R$ 16 bilhões, montante que será distribuído para cerca de 8,7 milhões de contribuintes em todo o país ao longo dos próximos meses.
A entrevista coletiva concedida pela cúpula do órgão destacou a consolidação da declaração pré-preenchida como a principal escolha dos brasileiros. Até a tarde do último dia do prazo, o formato automatizado representava 59,8% do total de documentos transmitidos. O avanço é expressivo se comparado ao exercício de 2025.
Proximidade da automação total e meta de envios
O plano coordenado pelo Ministério da Fazenda prevê atingir 100% de declarações pré-preenchidas, restando ao cidadão apenas validar os dados. A estimativa oficial aponta para a entrega de 44 milhões de declarações até o segundo final do prazo regulamentar. O patamar esperado supera o resultado consolidado do ano anterior, quando 43,3 milhões de contribuintes prestaram contas ao Fisco dentro do prazo.
Fim da Dirf eleva malha fina, mas Receita acalma contribuintes
O balanço do último dia de entrega revelou que a proporção de declarações retidas na malha fina registrou uma oscilação para cima no exercício atual. O índice subiu de 4,68% em 2025 para 4,97% em 2026. Segundo o supervisor nacional do IRPF, o fenômeno foi provocado diretamente pela extinção da antiga Dirf e pela migração obrigatória das empresas para o eSocial no ano-calendário de 2025.
A orientação da Receita Federal para o trabalhador que percebeu sua declaração retida por divergência de rendimentos, mesmo tendo preenchido tudo de acordo com os papéis recebidos, é manter a tranquilidade e aguardar. Como as empresas estão retificando ativamente as informações inconsistentes enviadas pelo eSocial, o sistema da Receita processará os novos dados de forma automática.
