O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou, na tarde desta quarta-feira, o contrato de concessão administrativa do programa Mais Escolas Paraná. O projeto é chancelado pelas equipes técnicas como a maior Parceria Público-Privada voltada ao setor educacional de toda a história do Brasil. A iniciativa prevê a construção imediata de 40 novos colégios da rede estadual de ensino, espalhados por 31 municípios paranaenses, com um aporte financeiro estimado em R$ 6,53 bilhões ao longo do período de vigência da concessão.
Vagas em tempo integral e cronograma de entregas
A engenharia financeira do programa foi para criar aproximadamente 30 mil novas vagas para os estudantes paranaenses. Desse montante expressivo, quase 20 mil cadeiras serão direcionadas especificamente para o modelo de ensino em tempo integral. Na fase inicial de implantação dos canteiros de obras, o consórcio vencedor injetará cerca de R$ 1,5 bilhão do próprio caixa para erguer as estruturas de alvenaria. O cronograma oficial de engenharia estabelece que 19 unidades escolares de grande porte sejam entregues até o final do ano de 2027, ficando o restante do lote agendado para o fim de 2028.
A empresa concessionária responsável pelas obras só começará a receber os aportes mensais do Executivo após a entrega oficial das chaves e o início real das atividades letivas com os alunos em sala. O contrato de concessão estipula metas severas de desempenho técnico ligadas à manutenção predial permanente, segurança patrimonial, limpeza e índices de satisfação dos usuários. A inovação está na divisão de tarefas: a concessionária cuida do cimento e dos serviços de apoio, já o Estado retém a gestão pedagógica.
Municípios beneficiados e geração de empregos
Cidades da Região Metropolitana como Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais receberão novos complexos educacionais, assim como os polos de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Toledo, Foz do Iguaçu, Palmas e o município litorâneo de Guaratuba. Além do ganho educacional evidente, a movimentação da construção civil aquecerá a economia interna dos municípios, gerando mais de mil postos de empregos diretos e indiretos de forma imediata nos setores operacionais.
O avanço dessa Parceria Público-Privada é acompanhado de perto pelo sindicato dos professores e por conselhos tutelares de Curitiba para garantir que as diretrizes do plano de metas do ensino público sejam integralmente respeitadas nas salas de aula. A separação dos serviços operacionais e administrativos visa desonerar os diretores escolares das burocracias de manutenção de calhas ou compras de materiais de limpeza, permitindo foco total na qualidade pedagógica e no treinamento dos docentes.
