Agentes de polícia judiciária da Polícia Civil do Paraná (PCPR) salvaram a vida de uma bebê de um ano e três meses nesta quarta-feira (19). O caso de emergência médica ocorreu nas dependências da 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A família buscava auxílio inicial acreditando tratar-se de um engasgamento com objeto ou alimento. A percepção clínica dos policiais permitiu mudar o diagnóstico para crise convulsiva e providenciar a remoção urgente.
Formação em enfermagem de agente policial, manobras de ventilação e transporte em viatura
O agente Nikolas Cabral dos Santos, que é enfermeiro de formação e professor de atendimento pré-hospitalar tático, assumiu os procedimentos de socorro. Ao perceber que as manobras habituais de desengasgo não liberavam as vias aéreas, o policial reavaliou os sinais respiratórios da menina. A equipe identificou rigidez, olhar fixo e pequenos movimentos que caracterizam convulsões em bebês. Rapidamente, a criança foi colocada na viatura caracterizada com sirenes abertas em direção ao Hospital São José.
Durante o trajeto de emergência, o policial Nikolas permaneceu no banco traseiro realizando extensão cervical e ventilação boca a boca na vítima. A intervenção direta evitou a parada respiratória total e garantiu a chegada da bebê viva à equipe médica de plantão. A avaliação hospitalar confirmou o diagnóstico de crise convulsiva episódica e iniciou o tratamento farmacológico. A resposta ágil das equipes operacionais da delegacia foi fundamental para evitar lesões cerebrais permanentes.
Alta hospitalar da bebê, agradecimento emocionante do pai e importância dos primeiros socorros
A menina permaneceu internada sob observação contínua e recebeu alta médica oficial na manhã desta quinta-feira (20), retornando saudável para casa. O pai da criança, Luan Railo Sebestyam, fez um agradecimento emocionante a toda a equipe policial pelo empenho decisivo na vida de sua filha. Ele ressaltou que a ajuda imediata prestada pelos agentes salvou a vida da menina antes da chegada do socorro especializado. O caso comoveu os profissionais da segurança pública da região.
