A exatos dois dias do primeiro turno das Eleições 2026, uma operação-relâmpago da Polícia Federal (PF) sacudiu os bastidores da política paranaense nesta sexta-feira (2). O deputado estadual e candidato à reeleição Mauro Moraes, filiado ao Partido Liberal (PL) e conhecido aliado do ex-juiz e candidato ao governo Sergio Moro, foi o principal alvo de diligências conduzidas pela PF em Curitiba.
De acordo com informações preliminares apuradas por blogs políticos locais e confirmadas por fontes de segurança, a operação teve início no pátio e na agência do banco Itaú instalada dentro da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep-PR).
Denúncia de saque e fuga de assessor
Segundo os relatos, o montante teria sido colocado em uma mochila, mas o assessor conseguiu deixar o local antes de ser interceptado pela equipe policial. Abordado pelos agentes, Mauro Moraes prestou esclarecimentos iniciais ainda no pátio da Alep, alegando que o valor seria lícito e devidamente declarado em seu Imposto de Renda, além de acionar sua defesa jurídica.
Após a abordagem inicial, os policiais federais recolheram informações com funcionários da agência e imagens de segurança, deslocando-se em seguida para um escritório político ligado ao deputado localizado na Rua Anne Frank, onde cumpriram mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral.
Repercussão na reta final
O caso gera forte repercussão política no estado devido à proximidade com o pleito de domingo (4) e por atingir um grupo político que historicamente alinha seu discurso à bandeira do combate à corrupção e à moralidade pública.
Até o fechamento desta reportagem, a Polícia Federal e a defesa do deputado ainda não haviam emitido notas oficiais detalhando o teor exato das investigações. O espaço segue aberto para manifestações de todos os citados.
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