Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação de peso na manhã desta sexta-feira (17) contra o crime organizado. O alvo é um grupo que movimentou R$ 4 milhões com o desmanche ilegal de veículos furtados e roubados. Ao todo, 50 policiais cumprem 17 ordens judiciais em Curitiba, Colombo e Araucária. Assim, a força policial busca asfixiar o esquema financeiro da quadrilha. No fim das contas, o objetivo é devolver a paz ao proprietário de veículo paranaense.
Prisões e buscas em locais estratégicos
As equipes estão nas ruas para cumprir quatro mandados de prisão e 13 de busca e apreensão. Os alvos incluem residências de luxo, oficinas mecânicas e comércios de autopeças usados para “esquentar” o material roubado. Por isso, a PCPR foca na coleta de provas que liguem os receptadores aos criminosos que realizam os furtos nas ruas. Desse modo, a justiça tenta encerrar o ciclo de lucro do mercado ilegal de peças.
A investigação começou em junho de 2025, após a descoberta de um galpão no Cajuru com centenas de peças ilícitas. Na época, a polícia identificou componentes de 40 veículos furtados principalmente nas regiões central e norte de Curitiba. Segundo o delegado Felipe Boffo, a análise bancária revelou a movimentação milionária entre 2022 e 2025. Por esse motivo, a operação de hoje é considerada o golpe final na estrutura do bando.
Prejuízo de R$ 3 milhões para as vítimas
Estima-se que as vítimas desse grupo criminoso tenham amargado um prejuízo direto de R$ 3 milhões. Até o momento, a PCPR já vinculou o bando ao furto e desmonte de pelo menos 43 carros de diferentes modelos. Em fases anteriores, outros galpões foram estourados no Boqueirão e no Ahu, resultando em prisões em flagrante. Portanto, o cerco policial se fechou de forma definitiva sobre os líderes da organização nesta manhã.
O Portal PRMais segue acompanhando o desfecho desta operação e trará a lista de estabelecimentos interditados. Vale lembrar que o crime de receptação atinge quem vende e quem compra peças sem procedência legal. Por fim, fique atento e exija sempre nota fiscal ao realizar reparos no seu veículo. Afinal, a segurança pública também depende da nossa postura como consumidores conscientes em Curitiba.
