Direto da redação
O presidente Lula abriu seis pontos de vantagem sobre o pré-candidato Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno, segundo dados divulgados pela pesquisa Quaest desta semana. O levantamento revela que o petista alcançou 44% das intenções de voto, enquanto o senador do PL aparece com 38%. O cenário marca uma virada significativa, visto que desde março os dois políticos mantinham um empate técnico nas simulações.
Analistas apontam que a perda de tração de Flávio Bolsonaro está relacionada a episódios recentes, como a divulgação de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento de filme. Além disso, as medidas econômicas e de segurança dos Estados Unidos, anunciadas após visita do senador a Donald Trump, geraram ruídos políticos.
Queda de apoio em redutos estratégicos e regionais
Regionalmente, a vantagem de Lula se consolidou no Sudeste e no agregado que reúne os estados do Centro-Oeste e do Norte. No Sudeste, que concentra grandes colégios eleitorais como São Paulo e Minas Gerais, Flávio deixou a liderança que mantinha desde abril. Entre os jovens de 16 a 34 anos, houve uma virada histórica: pela primeira vez, o atual presidente superou o pré-candidato do PL, que liderava nesse estrato.
Outro movimento relevante ocorreu na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos, onde a preferência numérica se inverteu a favor de Lula. O cenário mostra que a perda de apoio não se restringe apenas ao núcleo lulista, mas atinge também o segmento dos eleitores independentes e de classe média, evidenciando uma mudança estrutural no comportamento do voto.
Desafios do PL na conquista de eleitores independentes
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destaca que a abertura da vantagem está ligada à perda de desempenho do senador fora do seu núcleo ideológico mais fiel. A tendência de alta do atual presidente coincide com o desgaste do nome do PL nos recortes de escolaridade de Ensino Médio e Superior.
