Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná deflagrou uma megaoperação nas primeiras horas desta quarta-feira contra uma organização criminosa. A ação integrada cumpre noventa e cinco mandados de prisão e cento e vinte de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente em diversos municípios paranaenses, além de cidades de Santa Catarina e São Paulo.
As investigações começaram no município de Clevelândia após registros de crimes violentos como tortura e cárcere privado. A polícia apurou que o grupo cobrava dívidas do tráfico de drogas mediante graves ameaças e intimidações. As lideranças presas coordenavam a distribuição de grandes remessas de cocaína, crack e maconha com preços tabelados.
Comando do grupo partia do sistema prisional por meio de celulares clandestinos e rede de apoio
O rastreamento de celulares apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste revelou a estrutura do grupo criminoso. A delegada Alini Simadon explicou que as ordens partiam de dentro do presídio para dezenas de cidades. A facção mantinha um poder paralelo nas celas, com cargos definidos e julgamentos internos de detentos. Do lado de fora, uma rede formada por familiares e colaboradores garantia a circulação de drogas e equipamentos.
Os recursos financeiros obtidos com o comércio ilegal de drogas eram gerenciados por familiares dos presos. O esquema realizava transferências bancárias fracionadas via PIX em nome de terceiros para dificultar os rastreamentos. A investigação identificou também o uso de uma empresa de fachada criada para receber pagamentos de cargas. Todo o controle de caixa da organização era registrado em planilhas detalhadas apreendidas pelos investigadores.
Justiça autoriza quebra de sigilos bancários e acesso aos dados de aparelhos apreendidos
Além dos mandados de prisão e busca, a Justiça autorizou o bloqueio e a quebra do sigilo bancário. Os dados de aparelhos eletrônicos e celulares recolhidos durante a operação passarão por pericias técnicas aprofundadas. O objetivo das forças de segurança é desarticular o braço financeiro e enfraquecer a atuação da facção.
