Direto da redação
Uma criança de 5 anos de idade foi morta em uma residência localizada no município de Ramilândia, na região Oeste do Paraná, na última terça-feira (8). O pai da menina, um homem de 30 anos, foi preso em flagrante por equipes da Polícia Civil do Paraná (PCPR). Ele foi autuado em caráter preliminar pelo crime de vicaricídio, caracterizado pela violência cometida contra o filho com o objetivo indireto de atingir e causar sofrimento psicológico à mãe.
O crime ocorreu no período da manhã, quando os avós paternos da garota ausentaram-se da residência por cerca de uma hora e meia para fazer compras em um supermercado. A vítima permaneceu no imóvel dormindo aos cuidados do pai. Ao retornarem para a casa, os idosos encontraram a neta desacordada no chão de um dos quartos.
Suspeito apresentou delírios religiosos e confessou enforcamento sob efeito de cocaína
Confrontado pelos próprios pais logo após a localização do corpo, o homem apresentava visíveis sinais de alteração por uso de entorpecentes. Segundo o relato repassado pelas testemunhas aos investigadores, o suspeito permaneceu a noite inteira acordado e proferiu frases desconexas de teor religioso. O homem prestou depoimento oficial e confessou ter matado a própria filha utilizando as mãos para esganar a vítima.
Durante o interrogatório gravado em vídeo, o suspeito admitiu ter consumido maconha e cocaína durante toda a madrugada anterior ao crime. O homem chegou a declarar aos policiais que a dependência química de substâncias ilícitas causava a destruição de estruturas familiares. A perícia técnica inicial e o depoimento prestado descartaram a existência de indícios ou prática de qualquer tipo de violência sexual contra a vítima antes da constrição do pescoço.
Histórico de separação conturbada motivou autuação por crime com pena de até 60 anos
A principal linha de investigação aponta para um ato de vingança contra a ex-companheira. O investigado relatou às autoridades policiais que cometeu o assassinato da criança deliberadamente para ferir a mãe da menina, de quem estava separado em meio a conflitos recentes. Diante do quadro fático apurado, a PCPR lavrou o auto de prisão em flagrante enquadrando a conduta nas qualificadoras de homicídio motivado por violência vicária.
