O Governo do Paraná apresentou nesta quarta-feira (5) três novos fundos do programa FIDC Agro Paraná para fortalecer a produção rural. A iniciativa viabilizará R$ 460 milhões em linhas de crédito com juros reduzidos para produtores integrados e cooperados. O modelo foi desenvolvido para atender a Frivatti Industrial, a Pluma Agroavícola e a Primato Cooperativa Agroindustrial. O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que a medida busca diminuir a dependência das linhas tradicionais do Plano Safra.
Aporte público da Fomento Paraná e ampliação de estrutura no campo
A Fomento Paraná atuará como cotista sênior nas operações financeiras, aportando R$ 90 milhões de recursos próprios no projeto. O restante do montante será viabilizado em parceria com a iniciativa privada para alavancar os empreendimentos. Os recursos são voltados exclusivamente a investimentos de longo prazo em infraestrutura, como aviários, granjas e irrigação. O modelo oferece prazos de pagamento estendidos de até dez anos e carência de dois anos para os agricultores.
A estrutura inovadora do FIDC Agro Paraná consolida o Estado como pioneiro no financiamento direto com cooperativas rurais. Somando as etapas anteriores, a meta da Fomento Paraná é ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões em investimentos gerados. Outros sete projetos de agroindústrias seguem em análise técnica para receberem novos aportes estaduais nos próximos meses. A expectativa das autoridades é gerar novos empregos diretos, fortalecer a industrialização local e aumentar a arrecadação.
Desenvolvimento regional e apoio decisivo às pequenas propriedades rurais
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, enfatizou que a medida protege os pequenos produtores. Em um momento de custos operacionais elevados no setor produtivo, o crédito acessível garante fôlego extra às fazendas. O presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, celebrou a chegada das linhas com taxas anuais competitivas em torno de 9%. O incentivo financeiro permitirá expandir a capacidade de alojamento e abate nas cadeias de aves e suínos.
A primeira fase do programa já liberou mais de R$ 737 milhões em contratos para ampliação do parque industrial paranaense. As operações aprovadas beneficiam o processamento de carnes e a modernização de maquinários em diversas regiões do Estado. O sucesso do modelo desperta o interesse de investidores qualificados do mercado financeiro em todo o país. Para acompanhar mais matérias sobre o agronegócio, economia, cooperativismo e finanças no Paraná, continue navegando em nosso portal.
