Direto da redação
O Paraná redobra a atenção para o aumento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) com a proximidade das estações mais frias. As regiões Sul e Sudeste apresentam risco de moderado a alto para o crescimento de casos durante o outono e inverno. Nas primeiras 13 semanas de 2026, o estado registrou 4.052 casos e 170 mortes, números que, embora preocupantes, estão abaixo dos índices do mesmo período em 2025.
Campanha de vacinação e grupos prioritários no estado
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça que a vacinação é a estratégia mais eficaz para evitar hospitalizações e óbitos. A campanha contra a Influenza segue ativa em todo o Paraná até o dia 30 de maio, com a meta de imunizar 90% dos grupos prioritários, que incluem crianças, idosos e gestantes. O Ministério da Saúde já enviou quase 1,8 milhão de doses ao estado em 2026, sendo que 1,1 milhão já foram aplicadas.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, alerta que o confinamento em ambientes fechados durante os dias gelados facilita a propagação viral. Por isso, a orientação é que a população procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualizar a caderneta antes que o inverno se intensifique. Grupos como profissionais de segurança, professores, caminhoneiros e pessoas com doenças crônicas também têm direito à imunização gratuita pelo SUS.
Medidas preventivas e cuidados com a higiene respiratória
Além da imunização, medidas simples de higiene são cruciais para barrar a transmissão de doenças respiratórias no cotidiano. Hábitos como higienizar as mãos com frequência, utilizar lenços descartáveis e manter ambientes bem ventilados ajudam a reduzir drasticamente o contágio. Manter uma alimentação equilibrada e a hidratação constante também fortalece o sistema imunológico contra as agressões típicas do clima seco e frio característico do outono paranaense.
Caso surjam sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou cansaço excessivo, a orientação médica deve ser buscada imediatamente para um diagnóstico precoce. O diagnóstico assertivo evita que quadros leves evoluam para complicações severas, como pneumonia ou bronquiolite, especialmente em idosos com mais de 80 anos, que representam a maior parcela dos óbitos registrados até agora.
