Um caso revoltante de suspeita de aliciamento infantil veio à tona no Rio de Janeiro. Um policial penal do estado, identificado em documentos oficiais da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) como inspetor, está sendo acusado de aliciar uma menina de apenas 12 anos.
A denúncia foi formalizada na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) pelo próprio pai da criança, Sandro Figueiredo, que decidiu expor o caso publicamente para alertar outras famílias e cobrar justiça.
O esquema de aliciamento e o uso de mensagens temporárias
De acordo com o relato de Sandro às autoridades e à imprensa, o servidor público mantinha contato frequente com a menor e utilizava artifícios tecnológicos para tentar apagar os rastros de suas conversas, como o envio de fotos e mensagens com visualização única e temporária.
O pai relatou que o suspeito tentava marcar encontros sós com a criança sob pretextos esportivos: “Ele estava convidando a minha filha, de 12 anos de idade, que estava praticando esporte, pra jogar futevôlei com ele na praia sozinho, jogar altinha na praia, mandava fotos temporária, visualização única pra minha filha”, explicou Sandro, reforçando que o ato configura crime previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Sandro também enfatizou a clareza da situação e a vulnerabilidade da vítima: “Minha filha não tem corpo, não tem rosto, não tem jeito de adulto, tem o corpo, rosto e jeito de criança. Isso é transparente como a mais pura das águas cristalinas. E ele estava aliciando”, desabafou.
