Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, na manhã desta quinta-feira (10), três pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato de Rafael Mendes da Rocha, ocorrido no bairro Prado Velho. A ação policial foi desencadeada simultaneamente nos municípios de Curitiba e Ponta Grossa. Segundo as investigações conduzidas pela delegacia especializada, o homicídio foi friamente planejado e possui ligação direta com disputas decorrentes do tráfico de drogas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes policiais executaram três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão nos endereços ligados aos investigados. Em uma das residências fiscalizadas pelos agentes, duas armas de fogo foram localizadas e apreendidas com um dos suspeitos. Todo o material recolhido será submetido a exames periciais para reforçar a produção de provas e a instrução do inquérito.
Vítima foi monitorada por dois veículos desde a saída de estádio na capital paranaense
O crime ocorreu no dia 19 de julho deste ano, quando Rafael conduzia seu veículo Jeep Compass branco acompanhado de sua parceira após deixar um evento no Estádio Dorival Britto e Silva. O casal passou a ser perseguido por dois automóveis: um utilitário VW Voyage prata e uma Mercedes cinza. A abordagem ocorreu no trânsito do bairro Prado Velho, onde o veículo da vítima foi alvejado por múltiplos disparos.
O trabalho de inteligência e o cruzamento de dados permitiram mapear a dinâmica de perseguição da quadrilha. As imagens captadas por câmeras de monitoramento confirmaram que um homem de 26 anos e uma mulher de 23 vigiaram a vítima dentro e fora do estádio. O terceiro investigado, de 33 anos, foi apontado como o responsável logístico por fornecer o veículo usado na interceptação e execução.
Suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e inquérito segue em andamento
Imagens registradas em estabelecimentos comerciais após o homicídio mostraram dois dos envolvidos em uma loja de conveniência logo após a prática do ato criminoso. Diante das evidências colhidas na apuração, a autoridade policial fundamentou as representações pelas prisões temporárias deferidas pela Justiça.
