Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nas primeiras horas desta terça-feira (11), uma operação de combate ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas de fogo e munições. A mobilização conta com a participação de aproximadamente 50 policiais civis para o cumprimento de mandados judiciais na região Noroeste do Estado. As diligências acontecem simultaneamente nos municípios de Alto Paraná, Paranavaí, Porto Rico, Mercedes e Maringá.
Ao todo, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio judicial de duas contas bancárias ligadas aos investigados. A equipe conta com o apoio estratégico de cães de faro para otimizar as buscas por entorpecentes e armamentos escondidos. O objetivo principal da ofensiva é apreender documentos, dispositivos eletrônicos e materiais ilícitos para aprofundar as investigações e identificar outros integrantes do grupo.
Investigação teve início após prisão efetuada em 2024
As apurações policiais tiveram início no ano de 2024, logo após a prisão em flagrante de um homem por envolvimento com o comércio de drogas no município de Alto Paraná. A partir daquela detenção, a PCPR aprofundou a coleta de dados e realizou a análise de informações do suspeito. Esse trabalho permitiu mapear uma extensa rede de contatos que atuava de forma integrada em diversas cidades paranaenses.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Leandro Munin, o investigado original permanece preso e atuava como distribuidor de entorpecentes em Alto Paraná e regiões vizinhas. As diligências apontaram ainda que o suspeito mantinha forte articulação com diferentes fornecedores para o comércio ilegal de armas de fogo. Essa estrutura garantia o abastecimento de materiais ilícitos para pequenos e médios revendedores da região.
Conexões criminosas com outros estados do país
O avanço das investigações revelou que o grupo mantinha ramificações e contatos frequentes com fornecedores localizados fora do Paraná. Foram identificadas conexões diretas com suspeitos residentes nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de elos com criminosos de Maringá e Porto Rico. Essas rotas eram utilizadas para o transporte e a distribuição de insumos para o crime organizado.
