Direto da redação
Novas conversas extraídas do telefone celular do empresário Daniel Vorcaro, revelaram um grau expressivo de proximidade entre o banqueiro e o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro do STF, Luiz Fux. Os diálogos, divulgados nesta terça-feira (15), mostram trocas de mensagens informais em que o advogado se refere a Vorcaro pelo termo “irmão” e promete “estender o tapete vermelho” para o empresário em reuniões e agendas institucionais.
O relatório contendo a análise do dispositivo eletrônico foi formalmente entregue pela Polícia Federal aos gabinetes dos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. As revelações ampliam o desgaste sobre a imagem do Tribunal no âmbito das investigações que apuram a rede de influências e contatos que o ex-banqueiro tentava consolidar junto a familiares e interlocutores de integrantes da alta cúpula do Poder Judiciário.
Mensagens citam envio de dados a secretária de gabinete e evento corporativo em Londres
Os arquivos periciados indicam que o diálogo entre Rodrigo Fux e o empresário transitava entre assuntos de caráter pessoal e temas profissionais. Em determinados trechos das conversas, há menção expressa ao encaminhamento de informações técnicas e documentos diretamente para a secretária pessoal do gabinete do ministro Luiz Fux no STF.
Apesar da repercussão dos diálogos na imprensa, a análise preliminar dos relatórios policiais aponta que não há elementos de prova que atestem qualquer conduta ilícita ou recebimento de vantagens financeiras por parte do ministro Luiz Fux. A relevância dos registros reside na indicação de que o ex-dono do Banco Master utilizava a relação de amizade com o filho do magistrado para abrir canais de acesso e tentar projetar influência no STF.
Escritório de advocacia nega prestação de serviços e repasses do Banco Master
Em nota oficial encaminhada à imprensa, o escritório Fux Advogados esclareceu que jamais prestou serviços jurídicos para Daniel Vorcaro ou para o Banco Master, enfatizando que a banca não recebeu nenhum tipo de remuneração ou honorário vindo das empresas do ex-banqueiro.
