Direto da redação
Uma operação conjunta do Ministério Público do Paraná (MPPR) e da Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca e apreensão no município de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. A ação investiga o suposto desvio de doações arrecadadas para socorrer as famílias atingidas pelo tornado que devastou a cidade em novembro de 2025. Os mandados judiciais foram autorizados pelo Juízo de Garantias da Comarca da região.
Os agentes das forças de segurança realizaram buscas na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social e em um barracão no Centro de Eventos da prefeitura. Durante os procedimentos de fiscalização, foram apreendidos documentos físicos, computadores portáteis e equipamentos de informática. O material recolhido passará por perícia técnica para a verificação de inventários e cadastros de famílias beneficiadas pelo programa emergencial.
Transporte de materiais para outro município levantou suspeitas das autoridades
As investigações do Ministério Público tiveram início após o recebimento de denúncias informando o deslocamento suspeito de veículos oficiais da frota municipal. Um automóvel público de Rio Bonito do Iguaçu realizou o transporte de materiais até um endereço residencial localizado no município vizinho de Laranjeiras do Sul. Diante da repetição da viagem dias depois, a Polícia Civil efetuou a abordagem do veículo em trânsito.
A abordagem policial confirmou que o transporte de bens do acervo municipal e de doações privadas contava com autorização formal da secretaria municipal. A apuração apontou que um servidor público utilizou carro oficial e combustível custeado pelo erário para efetuar as entregas. Os donativos foram deixados na casa de um detento que cumpre pena e realiza serviços externos no município de Rio Bonito do Iguaçu.
Inquérito policial apura crime de peculato e desvio de finalidade pública
Diante dos indícios de irregularidades administrativas e criminais, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a conduta dos agentes envolvidos no suposto esquema. A investigação foca na possível prática do crime de peculato, caracterizado pelo desvio ou apropriação de bens públicos por servidor no exercício do cargo. Até o momento, as autoridades não informaram a decretação de prisões ou indiciamentos formais no processo.
