A política do litoral paranaense entrou em luto oficial após a confirmação de uma trágica notícia na madrugada desta sexta-feira (5). O vereador João Luiz Pinheiro Francisco faleceu aos 45 anos no Hospital Universitário de Londrina. O parlamentar permaneceu internado em estado gravíssimo por mais de um mês na ala de queimados. O político sofreu um atentado violento no final de abril e lutava pela vida na UTI. O Portal PRMais detalha os desdobramentos dessa ocorrência que chocou os moradores da região portuária.
Imagens de segurança e socorro na areia
O crime brutal aconteceu na Ilha das Peças durante um atendimento comunitário rotineiro realizado pelo vereadpr. As câmeras de monitoramento da rua registraram o exato momento em que o agressor cometeu a violência. O criminoso jogou gasolina no corpo da vítima e acendeu o fogo de forma covarde em público. O político correu desesperado pelas calçadas e tentou rolar na areia para apagar o avanço das chamas. Os moradores locais agiram rápido para ajudar no socorro e chamaram as lanchas de resgate médico.

Motivação fútil e indiciamento do suspeito
Os médicos constataram que o paciente teve cerca de 40% da superfície corporal atingida por queimaduras profundas. As equipes da Polícia Civil conseguiram prender o autor do atentado poucas horas após a ação. O homem de 49 anos confessou que cometeu o ato devido a brigas antigas. O suspeito mantinha uma embarcação de trabalho ancorada ilegalmente na faixa de praia, incomodando toda a vizinhança. O vereador tentou mediar o conflito comunitário e acabou virando alvo da fúria do pescador.
As investigações descartaram boatos antigos sobre desavenças familiares criados pelo criminoso para tentar despistar as autoridades judiciais. Dessa forma, o agressor responderá por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa. O Ministério Público fará a alteração da denúncia nos tribunais criminais devido ao falecimento da vítima nesta sexta-feira. A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Guaraqueçaba deve assinar o decreto de luto oficial nas próximas horas. Os familiares organizam o translado do corpo para os atos fúnebres.
Acompanhar o desfecho de casos de violência contra autoridades reforça a necessidade de combater a intolerância social. Certamente, ver um representante comunitário perder a vida de forma tão bárbara gera um sentimento de profunda indignação. Por isso, a nossa equipe de jornalismo policial acompanha os processos judiciais para cobrar punições exemplares e rigorosas.
