Direto da redação
O dólar comercial registrou uma forte valorização ao longo de toda a sessão desta terça-feira, impulsionado por um cenário de intensa cautela nos mercados financeiros globais. A moeda estrangeira encerrou o dia com uma alta de 0,89%, sendo cotada a R$ 5,187, o que representa o maior valor nominal de fechamento dos últimos três meses. Durante os negócios, a divisa chegou a tocar a barreira de R$ 5,19 devido à busca dos investidores por ativos de proteção.
A expectativa por juros mais altos na economia norte-americana dita o ritmo dos negócios nas principais praças financeiras do mundo, atraindo capital para os títulos públicos daquele país. Indicadores recentes da atividade econômica nos Estados Unidos vieram acima das projeções do mercado, o que fortalece a tese de manutenção de juros elevados por mais tempo. Esse aperto monetário promovido pelo Federal Reserve drena recursos de países emergentes, pressionando o câmbio no Brasil.
Ata do Copom traz alívio técnico e bolsa de valores vira o sinal
Por outro lado, o principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, conseguiu reverter as perdas registradas na abertura e fechou o pregão com ganho de 0,52%, aos 171.258 pontos. O mercado de ações local ganhou força com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. O documento trouxe o esclarecimento que os agentes financeiros tanto aguardavam após o comunicado oficial emitido na semana anterior.
O recuo das taxas de juros futuros no mercado secundário abriu espaço para a recuperação de ações ligadas aos grandes bancos e de empresas do ciclo econômico. Os papéis da Petrobras também registraram um bom desempenho e ajudaram a sustentar o índice no campo positivo na reta final dos negócios da tarde. Analistas de corretoras paulistas destacam que a ata reduziu o desconforto inicial que havia sido gerado na semana passada.
Ações de tecnologia caem em Nova York e preço do petróleo recua
No ambiente internacional, o índice Nasdaq, que concentra as empresas de tecnologia americanas, sofreu um recuo de 2% devido a um forte movimento de realização de lucros. Ao mesmo tempo, o mercado de commodities registrou desvalorização nos contratos futuros do petróleo, com investidores monitorando a oferta global. O barril do tipo Brent caiu 0,93%, cotado a US$ 76,80, servindo de referência para a formação de preços internos.
