Direto da redação
O mercado de trabalho no Paraná atingiu marcas históricas no segundo trimestre deste ano, segundo dados da PNAD Contínua. A taxa de desocupação no estado recuou para 3,1%, enquanto a capital Curitiba registrou 3,8% no mesmo período. O índice nacional também apresentou queda expressiva, fechando o levantamento em 5,4% da força de trabalho.
Atualmente, dos 6,5 milhões de paranaenses que integram a força de trabalho, cerca de 198 mil encontram-se desocupados. O cenário atual demonstra uma recuperação consistente do mercado após picos de desemprego registrados em anos anteriores. No segundo trimestre de 2018, por exemplo, o índice de desocupação no estado havia chegado a 9,1%.
Aumento no contingente de ocupados e ganho no rendimento real
O contingente de pessoas ocupadas no Paraná alcançou a marca de 6,3 milhões de trabalhadores no período analisado. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, foram criados 127 mil novos postos de trabalho. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores situou-se em R$ 4.204, apresentando alta de 6,4% frente a 2025.
Apesar dos indicadores positivos de empregabilidade, a taxa de informalidade no estado ainda abrange 30,5% do total de ocupados. Esse percentual equivale a aproximadamente 2 milhões de trabalhadores atuando sem carteira assinada ou benefícios trabalhistas. Do total de informais no Paraná, cerca de 930 mil exercem atividades de forma autônoma sem contribuição previdenciária.
Migração de setores e expansão da área de serviços qualificados
A análise por segmentos revela que o setor do comércio lidera a ocupação estadual, empregando 1,2 milhão de trabalhadores. O grupo de informação, comunicação e atividades financeiras registrou alta de 13,1%, somando 824 mil pessoas ocupadas. Essa área foi responsável por criar 96 mil das 127 mil novas vagas abertas no estado.
