Pesquisadores da Universidade de Oregon usaram imagens da NASA para estimar o impacto dos terremotos na Venezuela. A análise aponta que cerca de 58,8 mil edifícios foram provavelmente danificados ou destruídos na região afetada. O estudo baseou-se em comparações de capturas pelo satélite Sentinel-1 antes e após os tremores. A metodologia detecta mudanças abruptas na superfície das estruturas, técnica usada para mapear danos em zonas de conflito.
Metodologia e Ocupação Geográfica dos Danos
As detecções de danos concentram-se fortemente nas áreas onde o tremor foi registrado com maior intensidade. A costa central venezuelana e o corredor populoso de Caracas foram os locais mais atingidos pelo desastre natural. Um edifício é classificado como danificado quando mais da metade de sua área de implantação apresenta perda de coerência nas imagens. Embora preliminares, os dados ajudam as equipes de emergência a visualizar a extensão da catástrofe estrutural.
Em contraponto, o governo venezuelano confirmou até o último domingo o colapso de 774 edifícios em todo o país. Desse total, 189 estruturas foram totalmente derrubadas e outras 585 ficaram parcialmente destruídas após os eventos sísmicos. Uma comissão técnica foi criada para avaliar as condições de habitação e infraestrutura nas regiões mais afetadas. Eles vão classificar pontes, rodovias e prédios por níveis de risco, garantindo a segurança necessária para a população.
Balanço da Catástrofe e Impacto Humanitário
O impacto humano da tragédia é alarmante, com os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 deixando um rastro de destruição. Segundo as atualizações, o número de mortos chega a 1,9 mil pessoas, com 10,5 mil feridos confirmados. A ONU alerta que quase 50 mil indivíduos ainda seguem desaparecidos sob os escombros. As cidades de Caracas e La Guaira concentram a maior parte das vítimas e danos registrados pelas autoridades locais.
Os pesquisadores ressaltam que o mapa produzido ainda não foi validado em campo, sendo um produto gerado poucos dias após o abalo. A crise demanda uma resposta internacional coordenada para auxiliar na busca por sobreviventes e na reconstrução da infraestrutura básica. A situação segue crítica, com milhares de famílias aguardando notícias sobre o destino de seus entes queridos. O mundo acompanha com preocupação os desdobramentos desta que é uma das maiores catástrofes naturais da história recente.
