Previsão detalhada do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná indica que os paranaenses enfrentarão um clima atípico nos próximos meses. O inverno de 2026 começará oficialmente às 5h24 deste domingo no Hemisfério Sul, trazendo mudanças drásticas nos padrões tradicionais de temperatura e umidade. Os meteorologistas do órgão estadual apontam que a nova estação registrará volumes de chuva bem acima da média histórica e marcas nos termômetros ligeiramente elevadas.
Influência marítima e mudanças nos termômetros
O aquecimento incomum das águas do Oceano Pacífico equatorial confirma o retorno oficial do fenômeno meteorológico de larga escala batizado de El Niño. O monitoramento internacional indica que as temperaturas subiram mais de meio grau Celsius desde o mês de maio, alterando profundamente a circulação dos ventos globais. Essa condição específica diminuirá a amplitude térmica ao longo de julho, reduzirá o frio em agosto e trará episódios de calor fora de época.
Os famosos veranicos marcarão presença com maior intensidade durante o mês de agosto, trazendo períodos prolongados de tempo seco e tardes quentes para os padrões. Apesar do predomínio de dias mais abafados, as massas de ar polar vindas do sul do continente ainda provocarão quedas localizadas nas temperaturas locais. A formação frequente de nevoeiros amanhecerá cobrindo as paisagens da Região Metropolitana de Curitiba, dos Campos Gerais e de todo o Sul do Estado.
Investimentos pesados em segurança e radares
O governo estadual já iniciou a contratação de novos meteorologistas e lançou editais importantes para a compra de radares modernos e boias oceanográficas. Os equipamentos darão suporte técnico para o Monitora Paraná e o Monitora Litoral, fortalecendo a rede de acompanhamento do nível dos rios e das ressacas marítimas. Os dados refinados servem para abastecer o Sistema de Alertas de Desastres, auxiliando os prefeitos nas tomadas rápidas de decisões.
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil intensificou as orientações preventivas destinadas aos municípios com histórico recorrente de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. As equipes realizaram dois simulados práticos de evacuação nas cidades litorâneas de Antonina e Morretes para capacitar os moradores e testar os planos de contingência. Os técnicos recomendam que as prefeituras realizem a desobstrução urgente de galerias pluviais e o desassoreamento preventivo dos rios locais.
