Direto da redação
Um homem de 48 anos foi condenado a 30 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato de uma mulher de 55 anos, em Guaíra, no Oeste do Paraná. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri na última terça-feira. Além do crime de feminicídio, o réu responderá por ocultação de cadáver e por fraude processual.
O assassinato ocorreu no dia 23 de outubro de 2024, na residência da vítima, localizada no bairro Higienópolis. Segundo a denúncia do Ministério Público, o autor asfixiou a companheira até a morte após ser cobrado por uma dívida de R$ 6 mil. O MP sustentou que o crime foi cometido por razões de gênero e motivação fútil. A violência do ato chocou os moradores da região pela gravidade dos fatos narrados.
Corpo da vítima foi abandonado em área rural e coberto por vegetação
Após cometer o homicídio, o acusado colocou o cadáver dentro do próprio automóvel da vítima e dirigiu até uma estrada rural. No local, ele retirou o corpo do veículo e o cobriu com galhos e folhas para esconder a ação. A mulher foi dada como desaparecida por familiares e seu corpo só acabou localizado cerca de uma semana depois. Devido ao tempo decorrido, o cadáver já se encontrava em avançado estado de decomposição.
Acusado limpou a cena do crime para tentar enganar a polícia
A denúncia apontou ainda que o criminoso tentou atrapalhar o trabalho dos investigadores ao alterar a cena do homicídio. Ele limpou minuciosamente o quarto da residência onde ocorreu o ataque, eliminando as manchas e vestígios de sangue existentes. Essa tentativa de fraude processual visava ocultar as provas e dificultar a responsabilização penal. Contudo, o trabalho da perícia conseguiu reconstituir toda a dinâmica do assassinato.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu de forma integral todas as teses apresentadas pelos promotores de Justiça. A decisão considerou a extrema gravidade das condutas praticadas pelo homem e a necessidade de punição rigorosa. O condenado cumprirá a pena em regime fechado na Penitenciária Estadual de Guaíra, sem direito de recorrer em liberdade. O caso encerra uma importante etapa na busca por justiça para a família.
