Direto da redação
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitiu um alerta nesta quinta-feira (7) sobre o estado crítico dos estoques de sangue dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-). O governo estadual pede que doadores busquem uma das 23 unidades da Hemorrede para garantir o atendimento a mais de 380 hospitais em todo o Paraná.
A situação mais preocupante concentra-se em polos estratégicos. Além de Curitiba, as cidades de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão (Oeste), junto a Londrina e Maringá (Norte/Noroeste), apresentam os menores níveis de reserva. O secretário da Saúde, César Neves, reforçou que o sangue doado atende desde grandes traumas em emergências até tratamentos oncológicos e cirurgias eletivas.
Por que os tipos O+ e O- são tão importantes?
O tipo O negativo (O-) é conhecido como o “doador universal” e é o recurso mais valioso em situações de extrema urgência. Quando um paciente chega com hemorragia severa e não há tempo para testes de tipagem, os médicos utilizam o O- por ser compatível com qualquer pessoa. Já o O positivo (O+) é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira.
Uma única doação, que retira entre 450 ml e 470 ml de sangue, pode salvar até quatro vidas. O Portal PRMais apurou que o material coletado é fracionado em hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado. Apesar de o número de doações entre janeiro e abril de 2026 ter crescido 3,2% em relação ao ano anterior, a alta demanda hospitalar exige uma reposição imediata para evitar o cancelamento de procedimentos essenciais.
Regras e orientações para o doador
Para facilitar o processo, o Hemepar disponibiliza um sistema de agendamento online em seu site oficial, o que elimina a espera e organiza o fluxo nas unidades. A reposição do volume de sangue pelo organismo é rápida: o plasma se recupera em 24 horas e os glóbulos vermelhos em cerca de quatro semanas, sem qualquer prejuízo à saúde do doador.
