Direto da redação
A magia do teatro e da dança tomou conta de Telêmaco Borba na noite desta terça-feira (21). Cerca de 500 pessoas lotaram o Teatro Maestro Sirinho para assistir gratuitamente ao espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Kleist sobre o Teatro de Marionetes”. A montagem, da renomada G2 Cia de Dança Teatro Guaíra, trouxe uma reflexão poética sobre a condição humana com direção de Gabriel Villela. Daí que a plateia pôde conferir de perto um dos grupos mais respeitados da América Latina.
Reencontro de lendas e emoção na plateia
A noite foi especial não apenas pela arte, mas pelas presenças ilustres de Renan Castellon e Maria Amaral. Ambos são pioneiros do Balé Teatro Guaíra desde a década de 1970. Castellon, que tem 89 anos e é Cidadão Honorário da cidade, comparou a vinda do grupo a um “raio de luz em dia de primavera”. Foi um momento emocionante ver Maria Amaral, de 73 anos, reencontrar no palco antigos companheiros que ela considera como irmãos de uma segunda casa.
Projeto Guaíra para Todos e inclusão
A apresentação faz parte do projeto Guaíra para Todos, que leva produções estaduais de alta qualidade para o interior de forma gratuita. Só neste mês de abril, quase 2 mil paranaenses já assistiram ao espetáculo em diversas cidades. Em Telêmaco Borba, o público contou com a presença marcante de participantes do Centro de Convivência do Idoso, reforçando o caráter inclusivo da iniciativa que promove bate-papos e integração entre artistas e comunidade.
Maturidade artística no palco
A G2 Cia de Dança é um exemplo de inovação, sendo a única companhia pública de bailarinos “master” da América Latina — onde todos os integrantes têm mais de 50 anos. O grupo nasceu para valorizar a maturidade técnica de quem dedicou a vida aos palcos do Teatro Guaíra. A prefeita Rita Mara Araujo destacou a importância da parceria, garantindo que a população local tenha acesso ao mesmo nível de cultura que brilha na capital paranaense.
O espetáculo “GAG” utiliza o humor das apresentações circenses para criar uma metáfora sobre a vida. Com nove bailarinos experientes em cena e o músico convidado Renet Lyon, a companhia provou que a arte não tem idade. Após passar por Francisco Beltrão e agora Telêmaco Borba, o grupo segue como referência de excelência no cenário cultural brasileiro. Quem teve a sorte de estar no Maestro Sirinho saiu renovado por essa verdadeira aula de talento e história.
