Direto da redação
Uma brecha no sistema de auditoria interna de um supermercado em Cascavel, no Oeste do estado, transformou-se em caso de polícia após a descoberta de um desvio financeiro silencioso. Uma operadora de caixa do estabelecimento é a principal suspeita de fraudar o balanço da empresa por meio da emissão irregular de vales-compra. A fraude gerou um prejuízo inicial estimado em mais de R$ 10 mil.
A quebra de confiança começou a ser desenhada ainda no período da véspera de Natal, quando o setor de controle do supermercado notou uma movimentação atípica de lançamentos de créditos assinados pela funcionária. Contudo, o estopim para a abertura da auditoria interna foi a descoberta inusitada de que um desses vales-compra corporativos havia sido utilizado fora do mercado para quitar uma dívida particular de espetinhos.
Gerência descobre 45 vales falsificados na conferência
Os auditores localizaram 45 vales-compra emitidos de forma irregular e assinados diretamente pela operadora de caixa investigada. A conferência dos documentos fraudados apontou um rombo exato de R$ 10.488,67 extraídos dos caixas do estabelecimento. A gerência do mercado explicou que a checagem retroativa abrangeu apenas os últimos três meses de trabalho.
Polícia Civil investiga o crime contra o patrimônio
Segundo o boletim de ocorrência, a funcionária se aproveitava do acesso irrestrito ao sistema de pagamentos de seu terminal de trabalho para fazer os lançamentos fictícios em nome do supermercado, obtendo vantagem financeira ilícita. Questionada formalmente pela equipe de segurança interna antes da chegada das viaturas, a operadora de caixa negou ter realizado qualquer tipo de desvio de valores da empresa.
Todos os 45 vales-compra retidos foram entregues formalmente à delegacia de Polícia Civil de Cascavel, que registrou o episódio como crime contra o patrimônio. Os investigadores devem intimar testemunhas, fornecedores e analisar o histórico do computador da funcionária nos próximos dias.
