De acordo com as investigações conduzidas pela delegacia especializada, o grupo criminoso utilizava aplicativos de mensagens para negociar e vender atestados falsificados. Os documentos apresentavam com frequência diagnósticos retroativos de condições médicas comuns, como intoxicação alimentar e cálculo renal, facilitando o abono de faltas no trabalho ou em instituições de ensino.
A operação e os materiais apreendidos
Cumprindo mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, as equipes policiais realizaram diligências simultâneas nos bairros Boqueirão e Novo Mundo, na capital.
No local, os agentes encontraram um verdadeiro laboratório de falsificação. Entre os materiais recolhidos estão:
- Dezenas de atestados médicos em branco;
- Carimbos clonados com nomes de médicos, dentistas e até pedagogas;
- Equipamentos de alta precisão para impressão de documentos;
- Aparelhos celulares, tablets e comprovantes bancários;
- Munições de arma de fogo.
Segundo o delegado Hormínio de Paula Lima Neto, o homem detido já possuía antecedentes criminais por falsificação de documentos e facilitação de acesso a insumos hospitalares. Além disso, o inquérito apontou que a organização contava com um sistema clandestino de monitoramento por câmeras para rastrear o deslocamento de viaturas policiais e evitar flagrantes.
Crimes imputados
Os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional paranaense e responderão perante a Justiça por diversos crimes, incluindo falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual e associação criminosa. O material apreendido passará por exames periciais na Polícia Científica.
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