Tentativa frustrada de exumações, lenta decomposição e impasse em jazigos gratuitos
A concessionária Camis, responsável pela operação e gestão dos cemitérios municipais desde 2008, tentou realizar a exumação de corpos no Cemitério Parque Nacional para liberar espaço. No entanto, de 10 jazigos gratuitos abertos nos últimos dois meses, apenas um permitiu a retirada dos restos mortais. Nos outros nove, a decomposição lenta intensificada por técnicas de conservação e agravada por reflexos do período pandêmico manteve os corpos íntegros, impedindo o reaproveitamento das sepulturas. A média histórica da cidade é de cerca de 24 sepultamentos gratuitos por mês.
A prefeitura abriu processo administrativo para apurar se a concessionária descumpriu obrigações contratuais do edital de concessão. Em contrapartida, a Camis nega irregularidades, alegando que comunicou previamente a Secretaria Municipal do Meio Ambiente sobre a lotação iminente e que aguarda a renovação do contrato de concessão para investir na ampliação de novas áreas licenciadas pelo Instituto Água e Terra (IAT).
Decisão do Juizado da Fazenda Pública e planos para abertura de novas vagas
Diante do risco biológico e sanitário, o juiz Rogério de Vidal Cunha, do 3º Juizado Especial da Fazenda Pública de Foz do Iguaçu, determinou que a Prefeitura de Foz do Iguaçu apresente, no prazo de cinco dias, um Plano de Ação Emergencial com validade para os próximos 30 dias. A medida judicial busca viabilizar soluções imediatas para garantir o sepultamento dos corpos retidos.
Em manifestação no processo, o município afirmou que vistorias técnicas apontam potencial para criar até 362 novas vagas no Cemitério Jardim São Paulo, além de trechos nos cemitérios Três Lagoas e no setor islâmico. Contudo, as obras e intervenções para a liberação efetiva desses espaços ainda dependem da conclusão de etapas operacionais. Para acompanhar matérias sobre Foz do Iguaçu, serviços públicos, cemitérios, Justiça e notícias do Paraná, continue no portal.
