As Eleições 2026 no Paraná encerraram o primeiro turno deste domingo (4) com uma grande incógnita na disputa pelo Senado Federal. Deltan Dallagnol (Novo) foi o segundo candidato mais votado para o cargo, conquistando expressivos mais de 2,9 milhões de votos (25,1% dos votos válidos) e garantindo uma das vagas. No entanto, a confirmação de sua cadeira em Brasília permanece travada por um vaivém jurídico no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha do ex-procurador da Operação Lava Jato foi marcada por forte restrição judicial, tendo ficado impedida de realizar atos públicos, veicular propaganda no rádio e na TV ou utilizar verbas dos fundos partidário e eleitoral desde 19 de setembro. A situação atingiu o ápice nas últimas 48 horas antes da votação, com duas decisões individuais antagônicas de ministros da Corte.
O fim de semana decisivo no TSE
No sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques deferiu o indeferimento da candidatura de Dallagnol, determinando a anulação dos votos. Contudo, em uma reviravolta dramática já no domingo de eleições (4), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão monocrática anterior e manteve o registro sob a condição jurídica de “deferido com recurso”.
Com isso, os votos dados ao candidato foram processados pela urna eletrônica, mas sua validade integral e a posse no cargo dependem de uma análise definitiva que ainda será votada pelo plenário do TSE.
O que acontece se Dallagnol for cassado?
A discussão central da defesa e da acusação recai sobre a condenação de Dallagnol em 2023, que cassou seu mandato de deputado federal por entender que ele teria pedido exoneração do Ministério Público Federal em 2022 para escapar de processos internos, configurando fraude à Lei da Ficha Limpa.
Caso o plenário do tribunal mantenha o entendimento pela inelegibilidade do candidato do Partido Novo:
- A chapa inteira é barrada: Os suplentes não assumem a vaga conquistada nas urnas;
- Novas eleições: O estado do Paraná poderá ter que convocar um novo pleito específico para preencher o cargo em aberto no Senado.
Enquanto a Justiça Eleitoral não bate o martelo, o cenário político paranaense aguarda os próximos capítulos dessa disputa jurídica histórica.
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