Direto da redação
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou oficialmente, nesta segunda-feira (25) — data em que se celebra o Dia Nacional da Adoção —, o aplicativo A.Dot. A ferramenta é voltada para a busca ativa do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e tem como foco principal conectar famílias a crianças e adolescentes que encontram maior dificuldade para conseguir um lar.
A plataforma digital, que nasceu e funcionava inicialmente como um projeto pioneiro no âmbito do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), agora passa a integrar a política pública nacional. O acesso à tecnologia é integrado ao sistema de segurança unificado do portal Gov.br, permite que pretendentes de qualquer região iniciem o pré-cadastro, consultem perfis autorizados e acompanhem de perto o andamento de seus processos.
Foco no acolhimento de perfis prioritários e proteção ética
De acordo com dados consolidados pelo CNJ, o Brasil possui atualmente 1.801 crianças e adolescentes aptos para a modalidade de busca ativa — dos quais 1.787 já foram inseridos na plataforma no momento do lançamento. O aplicativo foi desenhado especificamente para dar visibilidade a histórias que muitas vezes ficam invisíveis nos cadastros tradicionais.
No aplicativo, os usuários devidamente habilitados podem conhecer as histórias dos menores por meio de fotos, informações essenciais e vídeos curtos. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin, ressaltou que a inclusão de cada perfil depende de rígida autorização judicial e exige compromisso absoluto dos usuários com o sigilo, a intimidade e a preservação da imagem dos menores.
Redução de barreiras geográficas e humanização
O juiz auxiliar da presidência do CNJ e gestor do SNA, Hugo Zaher, detalhou durante o webinário de lançamento que a ferramenta busca promover uma apresentação mais humanizada, respeitosa e sensível. “Pretendentes habilitados em qualquer unidade da federação poderão acessar diretamente pelo celular, na palma da mão, a busca ativa nacional, superando barreiras geográficas e ampliando as possibilidades”.
