Direto da redação
O acusado de matar a bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, a Magó, enfrentará o júri popular em breve. O STF negou o último recurso da defesa de Flávio Campana, tornando a decisão definitiva. O crime ocorreu em uma cachoeira em Mandaguari, no norte do estado.
Crimes e longo processo
Campana responde por homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver no processo que corre sob sigilo. Desde 2023, a justiça paranaense tentava marcar o julgamento, mas a defesa recorreu a todas as instâncias superiores. O caso passou pelo STJ e parou no Supremo, que encerrou as manobras jurídicas. Agora, a papelada volta para a comarca de origem para a definição da data.
A família da bailarina espera que o desfecho ocorra ainda neste semestre no Tribunal do Júri. O Ministério Público já organiza a lista de testemunhas e as provas finais para a sessão. É um trabalho pesado para garantir que o crime não fique impune após anos de espera. A acusação acredita que a justiça está cada vez mais perto de ser feita.
Próximos passos em Mandaguari
O crime chocou o Paraná pela brutalidade e pela trajetória da jovem artista, que era muito querida. A luta pelo julgamento mobilizou cidades inteiras e gerou muitos protestos por justiça. Com a decisão transitada em julgado, não cabe mais nenhum tipo de recurso para adiar o processo. O foco agora é total na preparação do conselho de sentença na pequena cidade do norte.
A decisão da Suprema Corte traz um alívio para os familiares que buscam um ponto final nessa história triste. O tribunal em Mandaguari deve ficar pequeno para acompanhar o caso que virou símbolo da luta contra o feminicídio. O réu aguarda o julgamento enquanto as autoridades finalizam os últimos detalhes operacionais.
