Direto da redação
O suposto avistamento de um Objeto Voador Não Identificado (OVNI) em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, ganhou contornos de disputa institucional. A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e a Força Aérea Brasileira (FAB) se manifestaram oficialmente, nesta terça-feira (2), para desmistificar as alegações e os materiais que vêm sendo divulgados nas redes sociais pelo influenciador digital Mayk Leão.
O episódio ganhou contornos de viral no último final de semana, quando Leão compartilhou com seus seguidores gravações em vídeo feitas no sítio onde reside, em Campo Largo. As imagens mostravam um objeto flutuante não identificado emitindo fortes luzes coloridas e ruídos intermitentes. Segundo o relato do influenciador, a suposta espaçonave realizou manobras estáticas sobre a propriedade por alguns minutos antes de desaparecer em alta velocidade sem deixar rastros táteis.
Defesa Aérea e aeroportos não detectaram anomalias
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), braço operacional da FAB, informou em nota que a vigilância e o controle do espaço aéreo paranaense transcorreram dentro da mais absoluta normalidade. Nenhum eco de radar ou sinal térmico anômalo foi identificado pelos radares de defesa na região de Campo Largo. Os centros de controle dos aeroportos que operam no entorno da capital, como o Aeroporto Internacional Afonso Pena (em São José dos Pinhais) e o Aeroporto de Bacacheri.
ABIN desmente contato e aponta falsificação de documento
A polêmica ganhou um componente de segurança institucional quando Mayk Leão publicou em seus perfis o print de um suposto ofício timbrado que teria sido enviado a ele por um agente da ABIN. O texto da mensagem sugeria o agendamento de uma reunião formal e sigilosa com o influenciador para colher depoimentos e analisar os arquivos originais do avistamento.
Procurada para esclarecer o fato, a Agência Brasileira de Inteligência desautorizou publicamente a postagem. Em nota técnica, a autarquia federal foi categórica ao afirmar que “a ABIN não entrou em contato com o influenciador nem reconhece o documento que circula nas redes sociais sobre o tema”. Até o momento, cientistas e autoridades locais não apresentaram uma explicação física ou consensual para as luzes gravadas no interior do município.
