Direto da redação
A Polícia Militar do Paraná realizou uma grande apreensão de mercadorias estrangeiras introduzidas ilegalmente no país. A ação integrada ocorreu na cidade de Barracão, localizada na região sudoeste do estado paranaense. O flagrante aconteceu durante o desenvolvimento das atividades da Operação Brasil Contra o Crime Organizado. Os trabalhos mobilizaram equipes do Batalhão de Polícia de Fronteira e da Polícia Militar de Santa Catarina.
Os policiais realizavam o monitoramento constante de um endereço suspeito de funcionar como depósito clandestino de produtos. Em determinado momento, as equipes de inteligência visualizaram a chegada simultânea de dois veículos ao local. A abordagem foi iniciada imediatamente, mas o condutor de uma caminhonete desobedeceu e iniciou fuga. O suspeito acabou colidindo o automóvel algumas quadras adiante e correu para uma área de mata.
Prisão em flagrante e descoberta de galpão de ilícitos
O motorista do segundo automóvel abordado, um jovem de 20 anos, acabou preso em flagrante. No interior do veículo dele, os policiais encontraram diversas caixas de bebidas importadas sem nota. Ao entrarem no imóvel que estava sendo monitorado, os agentes confirmaram as suspeitas sobre o galpão. O espaço funcionava como uma central de distribuição de produtos trazidos ilegalmente do país vizinho.
A contagem oficial dos materiais apreendidos apontou um volume expressivo de mercadorias retidas pelas autoridades. Ao todo, os agentes contabilizaram 6.605 garrafas de vinhos finos de marcas argentinas conhecidas no mercado. Além das bebidas alcoólicas, foram localizados 216 galões de azeite de oliva de origem estrangeira. Três veículos utilizados pelos criminosos foram apreendidos e recolhidos ao pátio oficial da região.
Prejuízo estimado ao crime organizado na região Oeste
O prejuízo financeiro causado aos contrabandistas foi estimado em mais de 1,5 milhão de reais. Todos os produtos e os veículos recolhidos foram encaminhados à sede da Receita Federal. O jovem detido no local foi conduzido para a Delegacia da Polícia Federal para o registro. Ele deve responder pelo crime de descaminho e lavagem de capitais conforme a legislação vigente.
