Direto da redação
Com base no balanço oficial consolidado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o estado registrou um comportamento térmico atípico, apresentando médias mensais que ficaram dentro ou abaixo do esperado para o período — um reflexo direto da redução expressiva nas temperaturas máximas ocasionada pelo céu persistentemente encoberto.
Maio iniciou sob o domínio de um veranico, com marcas elevadas na primeira semana em todas as bases de monitoramento. A temperatura mais alta do mês no estado foi aferida em Capanema, no Sudoeste, onde os termômetros bateram 34,6°C às 15h do dia 1º de maio. Contudo, a estabilidade foi rapidamente rompida por sucessivos sistemas frontais e massas de ar polar.
Recorde de frio em Guarapuava e sensação de -7°C no Sul
O declínio acentuado das temperaturas ocorreu no início da segunda quinzena, estabelecendo os menores registros térmicos do ano de 2026 até o momento no Paraná. Cidades como Altônia, Antonina, Cianorte, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Paranaguá, Guaraqueçaba e Umuarama fecharam o mês com a temperatura média mais de 1°C abaixo da média histórica.
O recorde estadual foi anotado no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, que cravou -2,4°C às 7h da manhã do dia 11. Em General Carneiro, os termômetros também despencaram e, devido à intensidade dos ventos na região, a sensação térmica bateu marcas inferiores a -7°C. O resfriamento extremo da atmosfera provocou a ocorrência de geada moderada a forte na metade sul do estado e o registro de chuva congelada em General Carneiro.
Distribuição irregular de chuvas e temporais de granizo
De acordo com a meteorologista do Simepar, Júlia Munhoz, o comportamento das chuvas apresentou uma divisão geográfica bem delineada devido a fatores dinâmicos da atmosfera. Dos 45 postos meteorológicos da autarquia que possuem mais de cinco anos de operação contínua, a grande maioria indicou superávit de umidade.
