Direto da redação
A Polícia Civil (PCPR) e a Polícia Militar (PMPR) prenderam 11 pessoas nesta sexta-feira (24) em uma grande ofensiva contra o crime organizado. A operação mirou uma estrutura suspeita de movimentar R$ 30,5 milhões com o tráfico de drogas e lavagem de capitais. O grupo mantinha sua base no bairro Parolin, em Curitiba, mas os mandados também foram cumpridos em Itapema (SC) e Maceió (AL).
Disputa territorial e mortes
As investigações começaram em junho de 2025 após uma série de homicídios ligados à disputa pelo controle do narcotráfico na capital. O grupo criminoso consolidou seu domínio territorial após neutralizar rivais em confrontos armados, transformando casas em depósitos de armas e drogas. O delegado Ivo Viana ressaltou que o mapeamento das mortes foi essencial para identificar a rede criminosa.
Chefia remota e lavagem de dinheiro
A estrutura era chefiada à distância por um indivíduo que coordenava o tráfico de Maceió, usando o afastamento geográfico como escudo. Para ocultar o lucro ilícito, a organização utilizava empresas de fachada e familiares em um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Os valores eram fracionados em depósitos pequenos para dificultar o rastreamento bancário pelas autoridades.
Apreensões e estrangulamento financeiro
Durante a operação de hoje, cerca de 150 policiais apreenderam oito veículos, uma pistola e quantias em dinheiro vivo. A polícia também efetuou 13 ordens de bloqueio de ativos financeiros para sufocar o poder de compra da organização criminosa. Por esse motivo, a ação não buscou apenas prisões, mas sim o estrangulamento econômico do bando que agia no Parolin.
Conexão com execuções na RMC
O grupo também é investigado por envolvimento em assassinatos recentes, como o duplo homicídio de um rival e seu filho em Almirante Tamandaré. Esse crime, ocorrido em março de 2026, teria sido motivado pela vingança e pela garantia da hegemonia no mercado de entorpecentes.
