Direto da redação
Um episódio de violência extrema e maus-tratos contra animais chocou a comunidade e gerou forte onda de indignação entre os moradores de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. Uma cachorra sem raça definida foi encontrada gravemente ferida nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (4), na Rua São João, localizada no bairro Monte Santo, após ter sido alvo de múltiplos golpes de faca durante a madrugada.
O animal foi descoberto por trabalhadores e moradores que passavam pela via pública no início do dia. Ao se depararem com a cadela prostrada e sangrando abundantemente devido aos diversos cortes pelo corpo, um grupo de populares se mobilizou imediatamente para prestar os primeiros socorros. Diante do sofrimento visível do animal, os próprios moradores improvisaram o resgate.
Urgência no socorro e transporte por conta própria
Em um primeiro momento, as pessoas que lideravam o resgate tentaram entrar em contato com as equipes da Guarda Municipal de Almirante Tamandaré para reportar o crime e solicitar apoio logístico, mas relataram que não obtiveram sucesso na comunicação. Diante do risco iminente de morte e da ausência de suporte público no momento, os próprios moradores decidiram colocar a cachorra em um veículo particular e transportá-la às pressas.
Quadro irreversível e aplicação de eutanásia
Apesar dos esforços da comunidade e da equipe de veterinários de plantão, a violência dos ataques desferidos contra a cadela selou o destino do animal. Após uma avaliação clínica detalhada e exames de imagem preliminares, o corpo médico constatou que as lesões internas e externas eram severas e totalmente incompatíveis com qualquer protocolo de recuperação ou sobrevivência.
Para abreviar o sofrimento agudo e humanizar o desfecho do caso, os profissionais recomendaram e executaram o procedimento de eutanásia (sacrifício induzido e indolor). “Isso que fizeram é um pecado, uma covardia sem tamanho. A cachorra estava sofrendo demais, não tinha mais o que fazer”, lamentou, sob forte emoção, um dos moradores que participou ativamente de todo o processo de socorro na rua.
